fbpx
 Gerente diz que ‘dispensa’ de medicamentos se intensificou após pedido de CPI

O gerente de Operações da Norge Pharma, Gustavo Henrique Matos, disse que a dispensa de medicamentos por meio de “permuta” se intensificou após vereadores do Cidadania encontrarem centenas de remédios vencidos no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos (CDMIC) de Cuiabá. A afirmação foi feita durante depoimento à CPI na Câmara Municipal, nesta terça-feira (17).

Ele explicou ainda que a medida já era uma estratégia utilizada para trocar e despachar produtos que estavam próximo do prazo de vencimento em parceria com outras prefeituras do estado. Contudo, negou que a movimentação esteja sendo influenciada por pressões da gestão como um “canal de desova de medicamentos”, e acrescentou que o procedimento seria uma forma de evitar que novas remessas de remédios vençam no depósito principal.

“Antes já existia esse sistema de permuta para fazer trocas de medicamentos com outras prefeituras. Após o fragrante ficou mais frequente, porque ainda existem medicamentos que podem acabar não sendo utilizados”, disse.

A Norge Pharma teve o contrato de R$ 9,6 milhões reincidido na última semana, após ser apontada como uma das responsáveis pelo vencimento dos medicamentos. Em seu depoimento, Gustavo declarou que trabalha na empresa há 6 anos e que foi escalado para ser Coordenador de Logística do CDMIC, assim que a empresa firmou contrato com a prefeitura de Cuiabá e que a empresa fez um levantamento sobre o estoque de remédios vencidos na unidade e notificou a diretoria do CDMIC em abril de 2020, que segundo ele, não possuía sistema logístico organizado para atender as unidades municipais básicas de saúde.

Gustavo também apontou a desorganização e dificuldades para atender os pedidos de remédios que eram solicitados pela atenção básica. “Os pedidos chegavam de vários lugares, não tinha um centro único para receber os pedidos. Algumas unidades faziam por sistema, outros para o e-mail que criamos, ao qual os servidores tinham acesso, para poder centralizar todas essas demandas”, complementou.

No entanto negou que a empresa tenha tentado “esconder” os produtos vencidos apontados e encontrados pelo vereador T. Coronel Paccola em abril, mesmo o ex-coordenador do depósito, Igor Miranda, ter confirmado que vários remédios foram deslocados para o barracão do patrimônio.

“Essa remoção de medicações para o barrão do patrimônio foi feita no mês de fevereiro, antes dos vereadores irem lá. Posso demonstrar através de documentos autorizados pela Secretária de Saúde na época, porque estavam no chão pelo alto volume, sem espaço para alocar no local apropriado”, finalizou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

× Como posso te ajudar?