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 T. Coronel Paccola: ‘Fui convidado a deixar o partido’

O vereador T. Coronel Paccola (Cidadania) admitiu surpresa com a carta aberta divulgada pelo presidente nacional da sigla, o deputado federal Roberto Freire(PE), que ‘o convidou a se retirar do partido’, após o parlamentar publicar um vídeo em suas redes sociais declarando, abertamente, apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e ainda fazendo duras críticas ao Supremo Tribunal Federal.

“Fui surpreendido com a carta. Acredito que foi alguma ação de grupos dentro do próprio partido. O Cidadania de Mato Grosso e em Cuiabá, especialmente, é um partido que fez uma agremiação respeitando as divergências de pensamentos ideológicos, com o compromisso de nos aproximar daquilo que era em comum, que é a liberdade econômica, geração de emprego e renda e outros assuntos, deixando as questões ideológicas um pouco mais abertas”, revelou Paccola.

O parlamentar que participava em Santa Catarina de uma feira de armas, aproveitou que uma pessoa estava fazendo manifestação do lado de fora, com cartazes escritos ‘fora STF’ para realizar a gravação, acreditando ser um momento oportuno.

“No vídeo, falo claramente que tem uma pessoa fazendo manifestação. Vejo que a independência de Poderes deve acontecer. Não sou favorável em atacar as instituições. No vídeo eu deixo claro que sou contrário a atuação atual do STF. As instituições são maiores do que qualquer um de nós, são e devem ser perenes. É a existência delas que faz com que haja equilíbrio entre os poderes. O que estamos colocando em pauta é para que realmente consigamos que cada um dos poderes jogue e aja dentro das quatro linhas. Essa é a minha opinião pessoal, que não representa a opinião do partido, eu nunca falei em nome do Cidadania”, disse o vereador.

Paccola ainda frisou que seu apoio a Bolsonaro é como ‘aliado, não seguidor’ e muito menos como ‘alienado’, como demonstram alguns apoiadores. “Eu me coloco como aliado do presidente Bolsonaro, mas não como alienado. Jamais eu falaria que acabar com o STF é a solução, pois a solução é algo como se fosse um problema simplista, mas não é. O que eu vejo hoje, é que Bolsonaro é o único dos presidenciáveis que carrega com ele os mesmos valores e princípios que eu tenho com relação a defesa dos valores cristãos, da figura da família na forma tradicional conservadora, a defesa dos valores cívicos e morais da Pátria”, falou.

Mesmo que tenha recebido diversos convites para se filiar em outros partidos, o vereador afirmou que não irá pedir para sair da sigla. “Não vou pedir para sair do partido e se assim ele [Roberto Freire] entender que eu não deva permanecer, ele que me retire, porque não tenho liberdade para sair. Pois preciso de uma abertura partidária para manter meu mandato. O que ele fez, foi insuflado por algumas pessoas do partido que notadamente não coadunam com os mesmos valores ideológicos que eu acredito e houve essa manobra por estar incomodando algumas pessoas que estão com tempo para agir contra nossa atuação. O que surpreendeu até os próprios presidentes dos diretórios estadual e municipal. Tive muitos convites para migrar para outros partidos, fiquei muito feliz, inclusive. O presidente nacional me deu a oportunidade de ver o quanto existe espaço, em especial pela quantidade de partidos que fizeram contato pessoalmente, se colocando de portas abertas, se eu quisesse me filiar. Mas quero dizer que eu continuo dentro do Cidadania, nós construímos um grupo, o vereador T. Coronel Paccola faz parte deste grupo, não fui eleito sozinho”, finalizou.

Entenda o caso

No dia 26 de agosto, o presidente nacional do Cidadania, deputado federal Roberto Freire, publicou uma carta aberta ‘convidando’ o vereador por Cuiabá, T. Coronel Paccola, a se retirar do partido. Isso porque, em uma de suas viagens, o parlamentar havia postado um vídeo em suas redes sociais se posicionando contrário a atuação do STF e ainda convidando seus seguidores para estar nos atos do Dia da Independência, em 7 de setembro, em favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Após a publicação da carta aberta, os dirigentes do diretório estadual e de Cuiabá – Marcos Marrafon e vereador Diego Guimarães – saíram em defesa do vereador, ao apontar o respeito da legenda à diversidade de ideias. Enfatizando ainda que ‘manifestações individuais não se confundem com posições partidárias’.

“Assim o partido permanecerá unido em defesa dos seus filiados e da sociedade mato-grossense, respeitando manifestações individuais que não se confundem composições partidárias”.

Ressaltando ainda a defesa intransigente das Instituições Democráticas, do Estado e de Direito dos Direitos Fundamentais’, pilares da República.

 

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