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 Testagem em massa e tratamento precoce já eram para estar disponíveis em Cuiabá

“Combater o efeito é importante, mas isso só está acontecendo porque não estamos combatendo as causas da covid”, declara Paccola

O vereador T. Coronel Paccola não isentou a autorresponsabilidade dos cuiabanos diante da elevação do número de casos de contaminação e óbitos por coronavírus, mas não concorda com a falta de prioridade e planejamento da Secretaria de Saúde no combate à pandemia. Ele cita que os casos poderiam ter sido evitados, se a gestão municipal tivesse priorizado o tratamento precoce da doença, e destacou a falta de suporte e estrutura aos profissionais de saúde que têm se desdobrado nos atendimentos há mais de um ano.

“Muitos profissionais utilizam aparelhagem própria para melhorar o atendimento da população, eles merecem todo nosso respeito e admiração. E existem aqueles que não possuem qualificação, mas que foram indicados pela gestão, não prestando um bom serviço, mas mesmo nestas situações, ainda estamos lidando com a irresponsabilidade social cometida por aqueles que circulam de forma inconsequente”, diz.

Paccola relembra que todos os pedidos feitos pelos Sindicatos e Profissionais da Saúde acerca do prêmio saúde e do auxílio covid aguardam respostas dos requerimentos encaminhados para a Secretaria e cita que as escolas estão tomando todas as medidas de biossegurança, assim como os restaurantes, bares e empresas que prestam atendimento ao público. “A população insiste em se aglomerar. Quando seus familiares vão a óbito em consequência desta doença, a responsabilidade é sua, assim como o poder público quando não dá condições ou faz mal uso do dinheiro público que deveria estar sendo utilizado e investido na qualidade dos atendimentos”, esclarece o parlamentar.

Na última semana o prefeito da capital foi flagrado em aglomeração e não fazendo uso de equipamento de proteção, o que pode estar gerando uma reação de causa e efeito diante do comportamento da população. “No meio militar dizemos que a tropa é espelho do comandante. Se nós como servidores, gestores dos cargos mais altos do poder executivo e do legislativo, não provarmos que é possível, não dermos exemplos para que os cidadãos possam seguir, dificilmente faremos com que essa mensagem possa ecoar”, alerta Paccola.

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