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 Time Cidadania flagra pilhas de medicamentos vencidos no CDMIC da Prefeitura de Cuiabá

Os Coordenadores do Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá foram pegos de surpresa com a visita dos vereadores.

O parlamentar T. Coronel Paccola vem recebendo diversas denúncias desde que disponibilizou o aplicativo QAP PACCOLA. E uma destas, relatava que o CDMIC não possui controle dos medicamentos recebidos, nem dispensados para a rede pública municipal, apesar de um contrato de controle de estoque que custa ao erário municipal R$9 milhões ao ano. Motivo das visitas do Vereador semanalmente na unidade de distribuição. Mas o fato sempre era negado pelos seus gestores e seus requerimentos até o momento também não foram respondidos.

Na última sexta-feira (23), Paccola recebeu uma denúncia pelo aplicativo de que funcionários estariam desde o final de semana armazenando remédios vencidos em um galpão do Patrimônio da Prefeitura. Ao chegar no local, os vereadores Maysa Leão e Diego Guimarães já haviam encontrado uma quantidade expressiva de caixas de medicamentos vencidas e aguardavam a presença dos agentes da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) para realizar o flagrante, sendo também informados por Paccola, da outra parcela de remédios que estava na outra localidade.

Funcionários da Prefeitura tentaram barrar e solicitaram que os vereadores se retirassem, chamando várias viaturas para intimidar a atuação e o dever de fiscalizar os parlamentares. Paccola foi até o galpão e constatou a veracidade das informações recebidas sobre os remédios fora do CDMIC, além de ter averiguado montantes de caixas de medicamentos vencidos na própria área.

“Se estes medicamentos estão empilhados na mesma área dos produtos que são recebidos e distribuídos pelo CDMIC, será que eles chegaram a ser encaminhados para as unidades de saúde? São várias caixas de Amoxicilina, Paracetamol, Dipirona, latas de leite, fraldas, sedativos, fios cirúrgicos; com certeza muitas pessoas precisando destes medicamentos e vai tudo pro lixo, meu dinheiro, seu dinheiro e nós que pagamos esta conta pela falta de gestão e incompetência. Nós não seremos omissos e coniventes com este tipo de situação”, relatou Paccola enquanto aguardava a chegada da Deccor.

Um antifúngico encontrado dentre as medicações têm chamado atenção da população por ter um custo estimado de R$22.000,00 (vinte dois mil reais) a R$24.000,00 (vinte e quatro mil reais) por caixa.

A Deccor enviou duas equipes para lavrar o corrido, e o flagrante também contou com a presença de um auditor do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde que tem solicitado desde 2020 os contratos firmados pela Secretaria de Saúde de Cuiabá, não obtendo respostas, nem sua disponibilização através do Portal Transparência, e um agente cartorário, solicitado pelo vereador Diego Guimarães para registrar a ação.

“Quero agradecer a confiança das pessoas que têm operado o aplicativo QAP PACCOLA. A DECCOR já está fazendo seu trabalho, tenho certeza que irão identificar os responsáveis, pois o cidadão faz sua contribuição e espera que o poder público devolva com serviços que apresentem resultados positivos”, finaliza o Vereador.

Não houve invasão 

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá não explicou o flagrante de desperdício de dinheiro público. Preferiu dizer que os parlamentares “invadiram o local e desacataram os servidores públicos”. Fato que não ocorreu.

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