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 Vereador T. Coronel Paccola propõem Projeto de Lei para uso de analgesia em partos humanizados

Por meio de Audiência Pública o parlamentar ouviu os tocantes relatos de mães e profissionais que desejam que a analgesia seja disponibilizada nas maternidades públicas de Cuiabá.

Médicos Ginecologistas, Obstetras, Anestesistas, Dermatologistas, Enfermeiros, Fisioterapeutas, Doulas e mães, deixaram seu depoimento durante a realização da primeira audiência pública requerida pelo vereador T. Coronel Paccola desde o início do seu mandato, para discutir o uso de analgesia em partos humanizados para procedimentos sem violência.

A analgesia é um dos meios de eliminação da dor através do uso de medicamentos, de forma que os movimentos da mãe não sejam limitados. Durante a realização da Audiência, a Dra. Caroline Paccola esclareceu a desenvolução do procedimento de parto. “Existem registros do uso de métodos para redução da dor no trabalho de parto desde a idade média. Muitas mulheres já sofreram violência neste seu momento que ela espera ser o mais bonito e especial. Nós, enquanto profissionais participantes deste ato, e como mães, não podemos compactuar que mais mulheres continuem sofrendo qualquer tipo de trauma. Precisamos resgatar uma medicina humanizada, que coloca em prioridade à vontade das mães em ter o seu bebê de forma planejada”, diz.

Os depoimentos e relatos dos profissionais irão fortalecer o parecer para um futuro Projeto de Lei que garanta analgesia parturiente que optar pelo parto normal nos hospitais e maternidades da rede pública da capital, sem criar despesas para a administração pública. “Uma discussão pertinente, e nada diferente que as próprias mães e profissionais que participam destes momentos para relatar quais são as dificuldades encontradas hoje no sistema público”, destaca Paccola.

Um dos depoimentos mais emocionantes foi da Enfermeira Helga Monteiro que descreveu seus instantes de dor durante o parto. “Eu estava sofrendo e não era aquilo que tinha sonhado. Eu imaginava uma situação mágica e única, mas não foi o que aconteceu”, relatou.

Desta forma, o Projeto de Lei que envolve a segurança da coletividade, uma das propostas da gestão do vereador, que causa efeito positivo na saúde das mães, como para os profissionais que atuam de acordo com questões éticas e morais, mas também em razão das garantias constitucionais e infraconstitucionais para o desenvolvimento e futuro da sociedade cuiabana, conforme a Constituição Federal de 1988 que garante os direitos sociais de proteção a maternidade.

História do parto – O parto é visto como um evento familiar e natural, acompanhado por doulas (parteiras), porém, por muitos anos, o parto, feito por médicos em hospitais, tem sido testemunhado como algo violento ou por consequência.

Parte destes médicos, iniciaram a utilização de sedativos como meio para amenizar a dor. Eram utilizadas doses de morfina para a sedação total da paciente, deixando as mulheres sem nenhuma lembrança do ocorrido. Esta prática foi considerada inaceitável ao longo dos anos pelas mães que eram conduzidas a realizar o parto desta forma, pois os métodos adotados ainda obtinham resultados negativos como a alta taxa de mortalidade.

Anos depois, com a introdução do parto Cesária, considerado mais seguro e eficiente pelos médicos, os profissionais passaram a oferecer este modelo para todas as mulheres. Porém, a humanização do parto mostra que os índices de resultados positivos foram extraordinários quando as mulheres tinham participação ativa, com mínimo de intervenções médicas, sendo o parto normal categorizado como a melhor forma de nascimento pois proporciona: melhor recuperação; menor risco de infecção; menor risco de perda sanguínea; maior vínculo entre a mãe e o bebê; maior chance de sucesso na amamentação e menos chance de internação em UTI neonatal, garantindo um parto seguro, respeitando a fisiologia do nascimento e oferecendo conforto, respeitando o desejo de cada mulher.

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