8º Requerimento de Comissão Processante é rejeitado por maioria na Câmara Municipal de Cuiabá

O proponente protocolou o pediu a partir das investigações durante a CPI DOS MEDICAMENTOS.

Pela 8ª vez a base do prefeito Emanuel Pinheiro impediu a aprovação do requerimento de criação de Comissão Processante que poderia terminar em cassação do seu mandato. O pedido foi embasado no relatório final da CPI dos Medicamentos vencidos que indiciou Pinheiro e mais 43 pessoas por quase R$30 milhões entre compras superestimadas e contratações irregulares.

“Meu filho mais velho me perguntou porque eu iria fazer isso (apresentar este requerimento), mesmo sabendo que ele não iria prosseguir. Respondi que era pra poder dormir com a consciência tranquila, e que independentemente nós podemos representar uma gota de esperança. Temos recebido muitas mensagens. E discordo quando dizem que Comissão será aberta quando o prefeito for preso, será quando um ou dois vereadores forem presos. Busquem os nomes dos vereadores que são réus junto ao atual prefeito, por isso não tem possibilidade de sair, pois estão dentro do mesmo barco”, ressalta Paccola.

O pedido foi reitados por 14 votos a 10. Em nenhum dos pedidos, Lilo Pinheiro (PDT) votou, já que estava presidindo a sessão, e, conforme regimento interno, o presidente não pode votar.  

A Suplente Maysa Leão (Cidadania) votou no lugar do T. Coronel Paccola, já que quem apresenta o pedido não pode votar. O líder do prefeito, vereador Mário Nadaf (PV), orientou a base a votar contra, alegando que a CPI já indiciou o prefeito e outras pessoas, mesmo sem ouvi-las.   

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Medicamentos pediu o indiciamento do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e outras 44 pessoas pelas centenas de medicamentos vencidos encontrados no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC) da Prefeitura do município. O relatório foi aprovado por unanimidade na última segunda-feira (6).  Na conclusão, o relator da Comissão, vereador Marcus Britto (PV), apontou o chefe do Executivo como o principal responsável pelo vencimento dos medicamentos e também requereu ao Ministério Público requeira a devolução de R$ 30 milhões.    

O valor refere-se montante de medicamentos vencidos cujas notas fiscais não foram localizadas pela prefeitura, ao volume de medicamentos que vieram a vencer após 16 de abril, data da fiscalização originou a presente CPI, e ainda ao montante de medicamentos vencidos e descartados antes da mencionada fiscalização.  

Favoráveis: Demilson Nogueira (PP), Diego Guimarães (Cidadania), Dilemário Alencar (Podemos), Edna Sampaio (PT), Eduardo Magalhães (Republicanos), Michelly Alencar (DEM), Pastor Jeferson (PSD), Sargento Joelson (Solidariedade), Marcos Brito Júnior (PV) e Maisa Leão (Cidadania).    

Contrários: Juca do Guaraná (MDB), Paulo Henrique (PV), Luiz Fernando (Republicanos), Adevair Cabral (PTB), Cezinha Nascimento (PSL), Chico 2000 (PL), Dídimo Vovô (PSB), Kássio Coelho (Patriota), Marcrean Santos (PP), Maria Avallone (PSDB), Mário Nadaf (PV), Rodrigo de Arruda e Sá (Cidadania), Sargento Vidal (Pros) e Wilson Kero Kero (Podemos).

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