A CPI só vai confirmar quem são os responsáveis pela manutenção de toda precariedade do sistema de atendimento da saúde.

Paccola preside a Comissão parlamentar de Inquérito que investiga as irregularidades da Secretaria de Saúde de Cuiabá.

Boxes de emergência lotados com pacientes que deveriam estar em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), falta de medicamentos, falta de médicos e de leitos de enfermaria e longas filas de espera de pacientes. Essa é a rotina das Unidades de saúde da capital. As denúncias chegam toda semana para o aplicativo ‘QAP Paccola’ do Vereador por Cuiabá, Tenente Coronel Paccola, que já participou da CPI que indicou o indiciamento de 45 pessoas responsáveis pela compra de mais de R$30 milhões em medicamentos vencidos.
 
Uma das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) que mais registram reclamações é do bairro Verdão. De acordo com denúncias recebidas no aplicativo, a Unidade sofre com as mesmas queixas: falta de médicos plantonistas, tanto adultos quanto pediátricos, redução na escala dos profissionais, falta de pagamento dos plantões, o que resulta em longas filas, fazendo com que os pacientes aguardem mais de 6h para iniciarem o atendimento.
 
O Coordenador da atenção secundária da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Wille Márcio Calazans, reconhece que há uma falta de médicos, mas que já foi realizado um seletivo em janeiro deste ano para a contratação de 414 profissionais médicos, porém, apenas 55 foram aprovados. Paccola diz que a dificuldade para se encontrar profissionais, se dá pela baixa remuneração oferecida no processo seletivo. Para o Coordenador, os aprovados no seletivo não se atentaram aos requisitos contidos no edital, o que fez com que muitos zerassem a prova, o que para Paccola faz parte do modo como esta organização dispõem para obrigar a SMS a contratar empresas terceirizadas que contratam os mesmos profissionais para executar os atendimentos.
  
A CPI está em sua segunda fase e possui menos de 120 dias para ouvir as mais de 84 pessoas que serão convocadas para as oitivas na Câmara Municipal de Cuiabá.


 

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