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 Colégio de Líderes define membros da CPI que investiga esquema na Saúde de Cuiabá

Indícios de irregularidades na Secretaria de Saúde estão sendo investigados pela PF e motivaram a deflagração de várias operações.

Em reunião extraordinária do Colégio de Líderes ocorrida na última quarta-feira, 17, os líderes partidários da Câmara Municipal de Cuiabá, definiram, por votação os membros das Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar a suposta existência de uma organização criminosa na Secretaria de Saúde de Cuiabá.

“Mais uma vez estaremos ofertando nosso melhor para que possamos encontrar a raiz e a verdadeira causa destas ações criminosas dentro da Secretaria de saúde. Quais os pontos comuns para que mesmo com a mudança de secretários essas fraudes e ações de improbidade continuem ocorrendo no âmbito da administração direta e indireta”, relata Paccola.

Conforme a votação, o vereador T. Coronel Paccola (Cidadania), responsável por colher as assinaturas para a abertura da CPI, será o presidente. Já Marcrean Santos (Progressistas) será relator da investigação, como membro, ficou definido o vereador Chico 2000 (PL).

Indícios de irregularidades na Secretaria de Saúde estão sendo investigadas pela Polícia Federal e motivaram a deflagração de todas as operações. A mais recente prendeu o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues, o empresário Paulo Roberto Jamur e o sócio de Célio, Liandro Ventura, que é apontado como laranja no esquema, que teria movimentado mais de R$ 100 milhões de reais. Para a PF, a pandemia da Covid-19 potencializou desvios. A Justiça aponta fortes indícios de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As investigações de suposta organização criminosa voltada para contratações irregulares de servidores temporários na Secretaria Municipal de Saúde determinaram o afastamento do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), por ordem da Justiça. Um grupo empresarial, que fornece serviços à Secretaria Municipal de Saúde do Município de Cuiabá e que recebeu, entre os anos de 2019 e 2021, mais de R$ 100 milhões, esteve à frente dos serviços públicos com o pagamento de vantagens indevidas, seja de forma direta ou por intermédio de empresas de consultoria, turismo ou até mesmo recém transformadas para o ramo da saúde, sendo esta, uma das principais linhas de investigação da nova CPI.

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