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 Paccola protocola CPI para apurar existência de organização criminosa na Secretaria Municipal de Saúde

O parlamentar apresentou e protocolou o pedido com 20 assinaturas ao todo.

Na Sessão desta quinta-feira, 11, o vereador T. Coronel Paccola (Cidadania) colheu 18 assinaturas para abertura de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Cuiabá. Dessa vez, será para investigar a suposta existência de uma organização criminosa na Secretaria Municipal de Saúde que supostamente é responsável pelos desvios de recursos públicos.

Segundo Paccola, mesmo diante de várias operações, a corrupção continuou não restando dúvidas de que poderia existir uma organização no poder público municipal. “O objetivo desta CPI é claro. Tenho plena certeza que estas assinaturas são uma forma de demonstrar que o parlamento tem interesse em investigar”, afirmou Paccola.

Na Sessão anterior da última terça-feira (09), a maioria, rejeitou o pedido de criação de uma Comissão Processante para investigar o prefeito afastado Emanuel Pinheiro, decidiram por votação, aprovar uma Comissão Especial protocolada pela Vereadora Edna Sampaio (PT).

Indícios de irregularidades na Secretaria de Saúde estão sendo investigados pela Polícia Federal, que motivaram a deflagração de duas operações, só no mês passado. A mais recente prendeu o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues, o empresário Paulo Roberto Jamur e o sócio de Célio, Liandro Ventura, que é apontado como ‘laranja’ no esquema, e que ainda teria movimentado mais de R $100 milhões de reais. Para a Polícia Federal, a pandemia da Covid-19 potencializou desvios devido ao caráter emergencial de compra. A Justiça aponta fortes indícios de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

“Precisamos solucionar este problema latente na saúde de Cuiabá. Vamos encontrar, indiciar e processar administrativamente todos aqueles que de alguma maneira, fizeram mal uso de recursos públicos, que eram para salvar vidas. É inadmissível qualquer ato e qualquer tipo de corrupção, ainda mais na saúde que se torna ainda mais revoltante. Este parlamento fará o possível e impossível para que possamos ter melhor qualidade nos atendimentos da saúde de Cuiabá. E reforço meu compromisso de fazer meu melhor na condução destes trabalhos”, salienta Paccola.

Na primeira fase da operação, no dia 19 de outubro, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), foi afastado da função e o chefe de gabinete da prefeitura, Antônio Monreal Neto, preso temporariamente por ordem da Justiça. A determinação se deve à investigação de suposta organização criminosa voltada para contratações irregulares de servidores temporários na Secretaria Municipal de Saúde.

O Requerimento de pedido de abertura da CPI deve ser lido e votado em plenário na próxima terça-feira, 16 de novembro. A CPI tem o prazo de 120 dias para conclusão, podendo ser prorrogado por mais 120 dias.

Saiba quem são os vereadores que assinaram o Requerimento: Paccola (Cidadania), Dilemário Alencar (Podemos), Michelly Alencar (DEM), Diego Guimarães (Cidadania),  Pastor Jeferson (PSD), Marcus Brito Junior (PV), Sargento Joelson (SD), Sargento Vidal (Pros), Edna Sampaio (PT), Demilson Nogueira (PP), Lilo Pinheiro (PDT), Mário Nadaf (PV), Wilson Kero Kero (Podemos), Rodrigo de Arruda e Sá (Cidadania), Cezinha Nascimento ( PSL), Adevair Cabral, Marcrean Santos, Dídimo Vovô, Paulo Henrique e Chico 2000 assinaram em apoio à criação da CPI.

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