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 Paccola: “Que os héteros não se envergonhem de terem orgulho”

Após pressão nas redes sociais, vereadores mudam voto e rejeitam PL do Dia do Orgulho Hétero.

Por 18 votos os vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá rejeitaram o Projeto de Lei de autoria do vereador T. Coronel Paccola que iria instituir o Dia do Orgulho Hétero no calendário oficial da Capital. O Projeto que havia sido aprovado em primeira votação, teve apenas dois votos favoráveis na tarde desta quinta-feira, 10 durante a Sessão Ordinária.

“Eu já sabia desde antes que a maioria dos vereadores iriam recuar. Quero reconhecer que a pressão dos ativistas nas redes sociais foi um exemplo para que esta votação fosse revertida.  No entanto, o objetivo principal, na minha opinião, foi alcançado. Uma das missões do parlamentar é elevar o debate público ou trazer a público alguns assuntos que são importantes de se debater, percebendo que a suscetibilidade da grande maioria dos parlamentares se dá porque não há um posicionamento ideológico ou muitas vezes o próprio populismo predomina, ficando suscetíveis às pressões, mesmo que alguns tenham entendimento de que esta imposição não seja do grupo que ele representa. Falei com a vereadora Edna Sampaio e com o atual vereador Robinson Ciréia que o ato foi legítimo. Independentemente, quem ganhou foi o modelo encaminhado, onde debatemos sem discutir, divergimos sem se agredir. Cada um defendendo no campo das ideias aquilo que acreditava e o resultado final não está dentro da minha governabilidade, mas as pessoas que eu represento, os conservadores que entendem a necessidade de discutir essa doutrinação, onde crianças e adolescentes já estão tendo vergonha de se declararem héteros. Fiquei feliz com o processo democrático, em especial pelo reconhecimento da população de que sou o único vereador de direita e conservador da Câmara Municipal”, explica T. Coronel Paccola.

O PL, que faz parte do modelo conservador defendido pelo parlamentar, surgiu após membros da sua família serem hostilizados por se declararem héteros. Paccola também citou o ódio e a distorção da opinião pública formada por quem era contrário à proposta e que a maioria dos parlamentares caminha pelo populismo. “O meu dever aqui dentro é representar parte da população. Somos 25 vereadores e cada um representa próximo a 4% do total de habitantes da Capital. Eu só quero dizer para a população de Cuiabá que daqui a pouco nós teremos vários candidatos e candidatas se propondo a outros pleitos nesta eleição, mas não se engane com discursos e principalmente com a suscetibilidade de cada um na sua questão ideológica, muitos que votaram na primeira votação, favoráveis, voltaram atrás, não por pressão de pessoas e dos seus eleitores, mas pela ditadura que se vive de uma minoria que faz uma maioria silenciosa se calar. Ficou claro que a maioria dos parlamentares caminha pelo populismo, ficando no centro ou para onde vai a ‘onda’, esclarece o Vereador.

Paccola reconhece a luta LGBTQI+ e disse que em momento algum teve interesse de desmerecer qualquer tipo de enfrentamento e que nunca disse que um hétero foi agredido ou que sofre pela sua escolha “Nós precisamos dizer para as nossas crianças e para nossos jovens que não há motivos para se ter vergonha de serem héteros. Deixo aqui esta mensagem e meu agradecimento em especial aos meus filhos, meu sobrinho, que por vezes discutimos sobre o assunto, e que este Projeto é sobre defender o direto e a liberdade todas as pessoas, independente da sua escolha. Sejam pela cor, crença e principalmente quanto a sua orientação sexual”. Finaliza Paccola.

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