Sétimo pedido para afastar Emanuel é proposto por Paccola

O pedido foi arquivado por não obter o número de votos mínimos de acordo com o Regimento Interno da Casa. 

O pedido de Comissão Processante foi proposto pelo vereador T. Coronel Paccola (Republicanos), que não participou da votação e abriu espaço para o 2º suplente Fellipe Correa (Cidadania).  

O requerimento contra o prefeito Emanuel Pinheiro foi arquivado pela Câmara Municipal de Cuiabá por 15 votos a 9. Caso o pedido fosse aprovado, o prefeito seria afastado até a conclusão das investigações. A solicitação teve como base uma denúncia do Ministério Público contra o gestor, afirmando que ele favoreceu o “fura fila” da vacinação contra a Covid-19. Segundo a representação, pessoas próximas ao prefeito se vacinaram antes da abertura de seus respectivos grupos. 

“O prefeito Emanuel Pinheiro descumpriu uma Lei que ele mesmo sancionou. As provas estão no celular do próprio. São 46 pessoas agendadas por ele, que de multa somam mais de 1,3 milhões”, disse Paccola. 

A referida lei, de autoria do vereador Eduardo Magalhães, prevê punições para quem fura fila ou colabora com a vacinação antecipada.  

Votaram pelo afastamento do prefeito os vereadores Demilson Nogueira (PP), Michely Alencar (DEM), Diego Guimarães (Republicanos), Edna Sampaio (PT), Pastor Jeferson (PSD), Sargento Joelson (PSB), Dilemário Alencar (Podemos) e Eduardo Magalhães (Republicanos).  

O prefeito chegou a ser afastado pela Justiça em outubro de 2021 por acusações também na Pasta da Saúde. Já foram realizadas 13 Operações policiais pela Polícia Federal e Civil, mas até o momento permanece no cargo. 

“A base é aquilo que dá sustentação para qualquer estrutura, e essa estrutura que está engendrada permanece justamente por conta da base que existe no Parlamento, e ele [Emanuel Pinheiro] se sente muito seguro. Fiz minha parte, durmo de consciência tranquila, porque diante de qualquer situação eu não vou prevaricar. Estarei fazendo a minha atribuição, que é constitucional do vereador, que é de trazer para que o plenário avalie”, enfatizou. 

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