Paccola

Câmara terá CPI para apurar “organização criminosa” na Saúde

O vereador Tenente-coronel Marcos Paccola (Cidadania) conseguiu reunir 18 assinaturas para abertura de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Cuiabá, dessa vez para apurar a existência de uma organização criminosa que desviou “vultuosos recursos” da Saúde da Capital.

O requerimento foi protocolado nesta quinta-feira (11) pelo parlamentar, que irá presidir a CPI. O relator deverá ser definido na sessão de terça-feira (16), para então a comissão dar início aos trabalhos.

Segundo Paccola, a apuração é necessária, uma vez que o Executivo se mostra inerte mesmo após 10 operações policiais na Secretaria Municipal de Saúde, que culminaram em afastamento de secretários e até prisões.

Mesmo com o afastamento de secretários e a prisão de algumas pessoas, os problemas continuam acontecendo

“O problema parece ser sistêmico. Porque mesmo com o afastamento de secretários e a prisão de algumas pessoas, os problemas continuam acontecendo”, afirmou, durante a sessão.

A aprovação para criação da CPI ocorre dois dias depois do Legislativo cuiabano “enterrar” a abertura de uma comissão processante para apurar a conduta do prefeito afastado Emanuel Pinheiro (MDB), alvo de investigações do Ministério Público Estadual.

“Precisamos fazer essa apuração dentro do que se tem das mais refinadas técnicas de investigação. Essa é a missão da CPI. Não é politizar, fazer palco ou trampolim”, disse.

“Eu quero ter orgulho de poder dizer que o Parlamento de Cuiabá encontrou as raízes do problema, e não mais ficar tratando o efeito. Nós precisamos chegar à causa desses problemas”, completou.

Apoio à CPI

Paccola precisava de nove assinaturas. Até quinta-feira, haviam assinado o requerimento, além do próprio autor, os vereadores Marcus Brito Jr (PV), Lilo Pinheiro (PDT), Diego Guimarães (Cidadania), Dilemário Alencar (Podemos), Edna Sampaio (PT), Michelly Alencar (DEM), Chico 2000 (PL), Adevair Cabral (PTB), Demilson Nogueira (PP), Didimo Vovô (PSB), Cezinha Nascimento (PSL), Marcrean Santos (PP), Mário Nadaf (PV), Sargento Joelson (Solidariedade), Wilson Kero Kero (Podemos), Rodrigo de Arruda e Sá (Cidadania) e Sargento Vidal (Pros).

“A CPI não julga e nem tem competência de punição. As provas são entregues para as autoridades responsáveis”, destacou Paccola nas redes sociais.